Produção de rádio feita com o grupo de crianças do Jardim Bandeirantes - Zona Leste - SP
A escolha da pauta, músicas e conteúdo foi escolhido pelas crianças:
Beatriz, 8 anos
Maria Clara, 9 anos
Kelvin, 9 anos
Emilly, 7 anos
Sabrina, 7 anos
Este blog é um espaço para circular idéias, informações e atividades que contribuam para a construção mútua do conhecimento.
Conhecimento mútuo
segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 11 de janeiro de 2015
Imagem ou imaginação?
Ao pensar no longo desenvolvimento das máquinas fotográficas, de seu uso cada vez mais constante no dia-a-dia e sua exagerada demonstração de fotografias nas redes sociais, chego a pensar que a foto deixou de ser uma recordação, na qual nos almoços uníamos a famílias para recordar e contar as histórias da época ou para quando estávamos arrumando caixas antigas e lá as encontravamos, fazendo parar toda faxina para apreciar a nossa própria história, aguçar a memória e este afastamento de seu objetivo inicial me leva a refletir sobre sua nocividade para a humanidade.
As imagens tentam cada vez mais mostrar mais do que somos, crescer o que vivemos e assim transborda nossa vaidade, não mostra o que realmente somos ou vivemos e sim o que eu gostaria que os outros vissem de mim.
Penso o quão insignificantes somos diante do universo e por isso mesmo são as pequenas e insignificantes coisas que mais importam para nós, hoje revendo algumas fotos percebi que o que mais valia era a emoção, os sorrisos verdadeiros e a simples alegria de viver.
Carl Sagan devia estar certo quando dizia que somos um átomo dentro de um pálido ponto azul numa faísca de sol
É talvez sejamos mesmo.
Esta foto me fez repensar o que somos e vivemos, sendo impossível não lembrar das pessoas que vieram antes de nós e que formaram aquilo que é mais precioso: a família, lembrei também dos amigos, do namorado distante, mas não tanto assim. Hoje pude pensar em cada um deles e na sua importância para mim, tentei buscar uma imagem para explanar esse afeto, sem sucesso e por isso mesmo a imagem acima se faz incrível, esse pontinho no meio do nada mostra todos nós.
Desejo neste momento um abraço em cada ser especial na minha vida e um mais forte em minhas avós: Elzi Melo e Natércia Alves, fortes guerreiras, elas iluminam a minha imaginação na busca de tornar esse pontinho azul em um mundo melhor.
Sheyla Melo
11/01/2015
As imagens tentam cada vez mais mostrar mais do que somos, crescer o que vivemos e assim transborda nossa vaidade, não mostra o que realmente somos ou vivemos e sim o que eu gostaria que os outros vissem de mim.
Penso o quão insignificantes somos diante do universo e por isso mesmo são as pequenas e insignificantes coisas que mais importam para nós, hoje revendo algumas fotos percebi que o que mais valia era a emoção, os sorrisos verdadeiros e a simples alegria de viver.
Carl Sagan devia estar certo quando dizia que somos um átomo dentro de um pálido ponto azul numa faísca de sol
É talvez sejamos mesmo.
Esta foto me fez repensar o que somos e vivemos, sendo impossível não lembrar das pessoas que vieram antes de nós e que formaram aquilo que é mais precioso: a família, lembrei também dos amigos, do namorado distante, mas não tanto assim. Hoje pude pensar em cada um deles e na sua importância para mim, tentei buscar uma imagem para explanar esse afeto, sem sucesso e por isso mesmo a imagem acima se faz incrível, esse pontinho no meio do nada mostra todos nós.
Desejo neste momento um abraço em cada ser especial na minha vida e um mais forte em minhas avós: Elzi Melo e Natércia Alves, fortes guerreiras, elas iluminam a minha imaginação na busca de tornar esse pontinho azul em um mundo melhor.
Sheyla Melo
11/01/2015
segunda-feira, 10 de março de 2014
Transtornos
É a correria do dia a dia
que tira minha alegria...
Todo dia...
Tomo um café apressado
O coletivo de manhã, é claro, lotado,
Depois disso...
Almoço requentado
Dia agitado, trabalho empilhado
o lar todo bagunçado.
Nos estudos tendo organizar,
com os amigos tento me animar
Na solidão, um mantra meditar
Pra enxergar o fundamental
e tentar fazer a vida se alinhar
E o mundo virtual?
Ah , num quero nem comentar
Pela tela tudo é disputado
e o pior que nem sei quem tá do outro lado
Em sã ou não consciência,
tento seguir sem perder a essência,
Parece que aos poucos todos estamos enlouquecendo,
E mesmo assim continuamos vivendo.
Sheyla Melo
que tira minha alegria...
Todo dia...
Tomo um café apressado
O coletivo de manhã, é claro, lotado,
Depois disso...
Almoço requentado
Dia agitado, trabalho empilhado
o lar todo bagunçado.
Nos estudos tendo organizar,
com os amigos tento me animar
Na solidão, um mantra meditar
Pra enxergar o fundamental
e tentar fazer a vida se alinhar
E o mundo virtual?
Ah , num quero nem comentar
Pela tela tudo é disputado
e o pior que nem sei quem tá do outro lado
Em sã ou não consciência,
tento seguir sem perder a essência,
Parece que aos poucos todos estamos enlouquecendo,
E mesmo assim continuamos vivendo.
Sheyla Melo
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Projeto
O projeto Rua de Fazer tem como foco o resgate e a valorização da
cultura praticada nas ruas, tais como brincadeiras, comidas, danças,
jogos, musicas e qualquer outra pratica que se encaixem nesse perfil
através de atividades e oficinas de comunicação comunitária como
fotografia, filmagens e fanzine.
O projeto ira acontecer no distrito do Lajeado na zona leste da cidade, especificamente em ruas de lazer aos domingos com os moradores do entorno em encontros programados.
As oficinas e atividades serão feitas no inicio do encontro para orientar o trabalho com a linguagem áudio-visual (foto e vídeo) e escrita (fanzine) sendo administradas por jovens da região transitando entre o conhecimento dos mais velhos e a pratica das atuais crianças sobre a situação das atividades culturais.
No final de cada encontro será realizado uma roda de conversa onde ira ocorrer a reflexão das atividades e depois iremos produzir coletivamente um material para apresentação na rua por meio de projeções para mostrar a comunidade o que foi feito. Juntamente com atrações culturais do bairro, como grafite, musica, dança e etc...
Será realizado um total de 6 (seis) encontros, no ultimo ocorrerá uma mostra com todas as apresentações elaboradas finalizando assim a construção de todos os encontros com essa reunião das comunidades participantes.
O projeto ira acontecer no distrito do Lajeado na zona leste da cidade, especificamente em ruas de lazer aos domingos com os moradores do entorno em encontros programados.
As oficinas e atividades serão feitas no inicio do encontro para orientar o trabalho com a linguagem áudio-visual (foto e vídeo) e escrita (fanzine) sendo administradas por jovens da região transitando entre o conhecimento dos mais velhos e a pratica das atuais crianças sobre a situação das atividades culturais.
No final de cada encontro será realizado uma roda de conversa onde ira ocorrer a reflexão das atividades e depois iremos produzir coletivamente um material para apresentação na rua por meio de projeções para mostrar a comunidade o que foi feito. Juntamente com atrações culturais do bairro, como grafite, musica, dança e etc...
Será realizado um total de 6 (seis) encontros, no ultimo ocorrerá uma mostra com todas as apresentações elaboradas finalizando assim a construção de todos os encontros com essa reunião das comunidades participantes.
Objetivo
Rua de Fazer terá como objetivo a realização de atividades em ruas de
lazer no distrito do lajeado, com o intuito de valorizar as praticas
culturais nas ruas usando como instrumento de registro as linguagens
audiovisuais e escritas, como foto, vídeo e elaboração de fanzines.
Saiba mais em...
http://ruadefazer.blogspot.com.br/
terça-feira, 3 de setembro de 2013
A coisa é séria!
Os meios de comunicação
em massa mostram que o Brasil é campeão em tanta coisa... futebol,
no vôlei, na agricultura,....
Mas nenhum canal diz
que ele é o 4º país do mundo em estupro
Não ache que é coincidência que os países que estão no topo são ex-colônias... em violência sexual.
Não ache que é coincidência que os países que estão no topo são ex-colônias... em violência sexual.
Índia, Africa, Oriente
Médio, Brasil...
Os
brancos fazem o que querem com a gente,esse ranço escravocrata
presente na nossa pele, eles deixam essa herança nojenta em nós, precisamos
dar um basta!
Só
em 2012 foram 12.886 vitimizadas!
Pra piorar os registros
de estupros só são feitos com pessoas ou casos específicos, não
são os casos:
- das mulheres pretas,
- se a mulher tiver ingerido bebida alcoólica,
- dependendo da roupa que usa
- e/ou a hora que ela estiver andando na rua
A coisa é séria!
Por mais este motivo o
coletivo Juntas na Luta, se uni.
nosso encontro é todo ultimo sábado às 15h
na escola Aurélio Buarque de Holanda - Jd Robru - Guaianases - ZL/ SP
Manos e manas não há motivos para festa.
Segue link com mais dados:
atualidadesdodireito.com.br/iab/artigos-do-prof-lfg/estupro-em-sp-cresceu-230/
sábado, 6 de julho de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Conhecimento é poder!
Por muitos
séculos o conhecimento de conceitos é compartilhado por pessoas, porém
não por todas, geralmente este é compartilhado por alguns poucos e
privado para outros muitos. Por quê?
Ideologicamente, o conhecimento é poder, quanto mais o povo for afastado dele, mais fácil será sua dominação.
Logo, o povo somos induzidos a acreditar que as coisas são como são e não podem ser mudadas e esta é a maior competência da dominação, condicionar as pessoas a se naturalizarem com a situação que lhes é dada. Ou pior ainda por a culpa nelas, na qual a situação de dominado é fruto de sua falta de esforço ou por não possuir mérito individual.
Nós, pertencentes à classe não privilegiada fomos estimulados a acreditar em tudo isso, acreditar que não temos um bom
emprego porque não fizemos cursos profissionalizantes, ou não entramos em boas faculdades por não termos nos dedicado suficientemente aos estudos, ou não ter como ir a um bom hospital, por não possuir condições de pagar, ou de se alimentar de forma adequada por escolher produtos industrializados... Enfim fomos condicionados a acreditar que a culpa da situação que nos encontramos é nossa, que a desigualdade é um produto de nossas ações e não algo mantido por uns poucos que estão no controle.
Assim o local mais eficaz para que esses pensamentos ganhem força é na escola, visto nos discursos de professores e na forma de compartilhar o conhecimento, foi criada uma linguagem e uma forma de organização muito complexa, justamente para ser para poucos. “Muitos não possuem sucesso na escola não por serem incompetentes, mas por se tornarem incompetentes graças a distribuição desigual dos bens”.
E o que você faz? Aceita a escola que cumpre essa ideologia????
Ideologicamente, o conhecimento é poder, quanto mais o povo for afastado dele, mais fácil será sua dominação.
Logo, o povo somos induzidos a acreditar que as coisas são como são e não podem ser mudadas e esta é a maior competência da dominação, condicionar as pessoas a se naturalizarem com a situação que lhes é dada. Ou pior ainda por a culpa nelas, na qual a situação de dominado é fruto de sua falta de esforço ou por não possuir mérito individual.
Nós, pertencentes à classe não privilegiada fomos estimulados a acreditar em tudo isso, acreditar que não temos um bom
emprego porque não fizemos cursos profissionalizantes, ou não entramos em boas faculdades por não termos nos dedicado suficientemente aos estudos, ou não ter como ir a um bom hospital, por não possuir condições de pagar, ou de se alimentar de forma adequada por escolher produtos industrializados... Enfim fomos condicionados a acreditar que a culpa da situação que nos encontramos é nossa, que a desigualdade é um produto de nossas ações e não algo mantido por uns poucos que estão no controle.
Assim o local mais eficaz para que esses pensamentos ganhem força é na escola, visto nos discursos de professores e na forma de compartilhar o conhecimento, foi criada uma linguagem e uma forma de organização muito complexa, justamente para ser para poucos. “Muitos não possuem sucesso na escola não por serem incompetentes, mas por se tornarem incompetentes graças a distribuição desigual dos bens”.
E o que você faz? Aceita a escola que cumpre essa ideologia????
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